Rico Belúcio

Rico Belúcio

"Meu contato com o violão começou muito cedo. Eu costumava esticar aquelas borrachinhas de dinheiro para escutar o som quando as tocava com os dedos. Meu pai, sempre presente e atento, percebendo meu interesse, presenteou-me com um violão em meu aniversário de 9 anos."

Violão lindo, que veio acompanhado de um professor particular, que ao contrário do violão, não permaneceu comigo muito tempo, mas o suficiente para que eu adquirisse as noções básicas. Daí parti para a descoberta de sons e ritmos já em parceria com Paulinho, meu grande companheiro e irmão, na música e na vida.

Mais tarde vieram novos amigos e parceiros, em várias fases e épocas, passando pelos festivais, viajando pelo rock nacional na faculdade (com a saudosa Banda do Beco, integrada também por Márcio Kadá), e em outras incursões musicais.

E hoje? Hoje é tempo de amadurecimento, identificação e intimidade com meus instrumentos e seus diversos recursos.

Para mim, tocar um instrumento é como ter o poder de falar com as mãos e ao mesmo tempo expor meus pensamentos e sentimentos sem articular palavras, apenas tocando o instrumento e a sensibilidade das pessoas. Acredito que é por esse prazer único e absoluto que a boa música surge e permanece através do tempo, para ser ouvida e tocada por aqueles que têm o privilégio de falar com as mãos