COMO FOI: FÁBRICA DA ARTE NO SUL DA BAHIA!!!
Por Paulinho Belúcio e Márcio Kadá
Chegamos à pequena vila de Cumuruxatiba no dia 8. Fomos recebidos com muto carinho pelo nossos queridos Rico Belúcio e Andréia. Depois dos abraços, sorrisos e das primeiras latinhas de cerveja, não poderíamos deixar de ir à praia (que fica a 100 metros da casa) pra conferir o céu infinitamente estrelado.
No dia seguinte, praia e um pequeno ensaio pra relembrarmos algumas músicas. No dia 11 à tarde fomos à casa do Klinger (compositor mineiro e morador de Cumuru) e o apanhamos com seu equipamento pra montarmos o som na Pousada Boa Sorte. O som rolou em um quiosque que fica em frente à pousada. Antes de tocarmos apresentou-se o grupo de capoeira Sul Bahia. A platéia, formada por moradores locais e hóspedes da pousada, aplaudiu muito ambos os shows e cantou junto. Ao final, compraram quase todos os CDs que levamos para as apresentações.
Dia 12 o som foi na Pousada e Restaurante Mama África. Montamos o som no final da tarde, o que permitiu que levássemos muitas ferroadas do mosquito fincudo. O Rico e o Klinger não sentiram muito, pois já moram no paraíso. Um outro dentista-músico chamado Paulo nos emprestou um repelente a base de madeira - fedido, mas eficaz. Começamos o som antes do previsto, pois já tinha clientes no restaurante. Infelizmente, depois de cerca de 1 hora de som, a chuva chegou e nos obrigou a desmontar todo o equipamento. Por capricho, assim que desmontamos, parou de chover. Resolvemos então passear por entre as mesas e tocar e cantar sem plugar. Foi uma experiência e tanto!
No dia 13 tocamos na Creperie La Nave Va. Uma varanda serviu de palco e de potencial proteção para uma ameaçadora chuva que felizmente não chegou. A platéia entusiasmada participou cantando junto e curtindo o som. Foi uma noite de muito entrosamento musical com vários momentos emocionantes. Atendemos a pedidos do público e rolou até a canção "Palhaço", intrumental de Egberto Gismonti, nos violões de Rico e Paulinho.
No dia 14 carregamos os carros e fomos a Teixeira de Freitas. Nossos parentes queridos (Tia Terezinha e família) nos receberam com um carinho e uma alegria que parece que "só a Bahia tem"! O Bar e Restaurante Lofty pertence ao casal Liliane (nossa priminha) e Osvaldo. Desta vez não utilizamos a sonorização do Klinger, mas contamos com seu talento na abertura da noite. Klinger nos brindou com 5 canções escritas por ele. Começamos com nosso repertório usual, mas, já na segunda parte, Márcio Kadá sentiu que precisávamos de músicas mais balançadas e puxou um repertório de baiões e sambas que levantou a galera.
No dia 16 Márcio e Kiki já tinham deixado a Bahia. Fomos (Paulinho e Rico) convidados pra uma roda de violões na Pousada Cantoria. Tocamos com Tatá (violonista e proprietário da pousada) e com Rubens Espíndola, violonista e compositor mineiro que estava em Cumuru pra levar seu disco instrumental "Com a corda toda". Outros presentes deram sua palhinha no violão e contamos também com a percussão dos jovens Nogueiras Raul e Renan. Além do som, também foi perfeita a cachaça do Tatá.
Pra finalizar o lado musical, (Paulinho e Rico) abrimos a apresentação de Rubens Espíndola, que rolou no dia 18 na barraca Porto Belo, na praia do Pier.
Mais? Quem sabe daqui a um ano...
Agradecemos de todo o coração ao Rico e à Andréia pelo carinho desmedido. Agradecemos também aos nossos familiares (paulistas e baianos) pelo apoio incondicional e a todos os envolvidos na realização dos eventos. Ao público presente aquele "obrigaaaado".